terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tratado de Tordesilhas

Na época das grandes navegações , os europeus acreditavam que os povos não cristãos e não civilizados poderiam ser dominados e por esta razão achavam que podiam ocupar todas as terras que iam descobrindo mesmo se essas terras já tivessem dono.

Começou assim uma verdadeira disputa entre Portugal e Espanha pela ocupação de terras.

Para evitar que Portugal e Espanha brigassem pela disputa de terras, os governos desses dois países resolveram pedir ao papa que fizesse uma divisão das terras descobertas e das terras ainda por descobrir.

Em 1493, o papa Alexandre VI criou um documento chamado Bula. Nesse documento, ficava estabelecido que as terras situadas até 100 léguas a partir das ilhas de Cabo Verde seriam de Portugal e as que ficassem além dessa linha seriam da Espanha.

O medo que Portugal tinha de perder o domínio de suas conquistas foi tão grande que, por meio de forte pressão, o governo português convenceu a Espanha a aceitar a revisão dos termos da bula e assinar oTratado de Tordesilhas (1494).

Então os limites foram alterados de 100 para 370 léguas.

De acordo com o Tratado de Tordesilhas, as terras situadas até 370 léguas a oeste de Cabo Verde pertenciam a Portugal, e as terras a oeste dessa linha pertenciam a Espanha.

O Brasil ainda não havia sido descoberto e Portugal não tinha idéia das terras que possuía. Hoje sabemos onde passava a linha de Tordesilhas: de Belém (Pará) à cidade de Laguna (Santa Catarina).

De acordo com o Tratado, boa parte do território brasileiro pertencia a Portugal, mesmo se fosse descoberto por espanhóis.

Portugueses e brasileiros não respeitaram o tratado e ocuparam as terras que seriam dos espanhóis. Foi assim que o nosso território ganhou a forma atual.

Apesar dessa invasão, os espanhóis não se defenderam, pois estavam ocupados demais com as terras que descobriram no resto da América, ao norte, a oeste e ao sul do Brasil.

Mesmo após 250 anos descobrimento, os brasileiros continuavam avançando para o interior, não respeitando a linha de Tordesilhas. A maioria nem sabia que ela existia. E assim, terras que seriam da Espanha, foram habitadas por brasileiros.

Comércio de Especiarias


As especiarias abrangem um vasto leque de produtos comerciais, na sua maioria de origem vegetal, e uma minoria de origem animal, que são utilizados como condimentos da cozinha, nas mezinhas, como mascatórios, excitantes ou drogas, para perfumar ou para tingir produtos. Algumas das especiarias podem, aliás, concentrar várias destas funções ou aplicações.
Na Idade Média, estes produtos tinham já uma larga difusão, apesar de serem raros e por isso muito dispendiosos. Aliás, a preciosidade e raridade das especiarias fazia aumentar a procura por parte dos mercadores, uma vez que o seu comércio lhes trazia avultados lucros.
Na África, os mercadores encontravam a pimenta vermelha, também chamada malagueta, na Gâmbia e no Golfo da Guiné. Nesta última região havia igualmente uma variedade da pimenta preta indiana. Na Ásia havia, sobretudo, cinco tipos de especiarias: a pimenta, o gengibre, a canela, o cravo e a noz moscada, provenientes da costa de Malabar (costa ocidental) na Índia, através do entreposto de Calecute; de Ceilão, do Noroeste de Sumatra (Aceh), das ilhas Comores (estas na África Oriental); das ilhas da Banda (Java, por exemplo, ou Balí) e do arquipélago das Molucas. Curiosamente, todos estes lugares foram "descobertos" e controlados pelos portugueses durante o período da sua expansão marítima, proporcionando uma das suas maiores riquezas. Na verdade, este monopólio das especiarias africanas e, sobretudo, das asiáticas, rendia à coroa portuguesa à volta de 89% de lucro líquido, o que justificava o esforço e as despesas com este comércio marítimo asiático no século XVI.

Características do Barroco

O Barroco é um período artístico e literário contemporâneo de um ser humano dilemático, em conflito, cujo pensamento oscila entre dois pólos contrários: Deus x Homem, espírito x matéria, abstrato x concreto. Esse dilema se reflete na Arte e na Literatura através da freqüência com que o Barroco aproxima elementos contraditórios entre si. A APROXIMAÇÃO DE CONTRÁRIOS é a característica essencial do Barroco. Na Literatura, a aproximação de contrários se faz através das antíteses e dos paradoxos. O Barroco literário se manifesta principalmente através da Poesia, que mantém as características clássicas quanto à forma. Há dois tipos de Barroco: o que aproxima contrários que representam coisas concretas - BARROCO CULTISTA - e o que aproxima contrários que representam coisas abstratas, espirituais - BARROCO CONCEITISTA. O precursor do Cultismo é Luís de Gôngora; o do Conceitismo é Quevedo, ambos poetas e

O Concilio de Trento


As profundas modificações surgidas na Igreja Católica, foram, sem dúvida provocadas diante do surgimento e expansão do protestantismo. A reação católica, vulgarmente denominada "contra-reforma", foi orientada pelos grandes Papas Paulo III, Júlio III, Paulo IV, Pio V, Gregório XIII e Sisto V. Além da reorganização de muitas comunidades religiosas novas ordens foram fundadas, dentre as quais a Companhia de Jesus, ou Ordem dos Jesuítas, cujo fundador foi Santo Inácio de Loyola, que foi um batalhador da causa católica num dos momentos mais críticos da Igreja, isto é, durante a expansão luterana.

O Concílio de Trento foi convocado pelo Papa Paulo III, a fim de estreitar a união da Igreja e reprimir os abusos, isso em 1546, na cidade de Trento, no Tirol italiano. No Concílio tridentino os teólogos mais famosos da época elaboraram os decretos, que depois foram discutidos pelos bispos em sessões privadas. Interrompido várias vezes, o concílio durou 18 anos e seu trabalho somente terminou em 1562, quando suas decisões foram solenemente promulgadas em sessão pública.

Todo o corpo das doutrinas católicas havia sido discutido à luz das críticas dos protestantes. O Concílio de Trento condenou a doutrina protestante da justificação pela fé, proibiu a intervenção dos príncipes nos negócios eclesiásticos e a acumulação de benefícios. Definiu o pecado original e declarou, como texto bíblico autêntico, a tradução de São Jerônimo, denominada "Vulgata". Manteve os sete sacramentos, o celibato clerical e a indissolubilidade do matrimônio, o culto dos santos e das relíquias, a doutrina do purgatório e as indulgências e recomendou a criação de escolas para a preparação dos que quisessem ingressar no clero, denominadas seminários.

No Concílio de Trento , ao contrário dos anteriores, ficou estabelecida a supremacia dos Papas. Assim é que foi pedido a Pio IV que ratificasse as suas decisões.

Os primeiros países que aceitaram, incondicionalmente, as resoluções tridentinas foram Portugal, Espanha, Polônia e os Estados italianos. A França, agitada pelas lutas entre católicos e protestantes, demorou mais de meio século para aceitar oficialmente as normas e dogmas instituidos pelo concílio, sendo mesmo o último país europeu a fazê-lo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Resíduos












Resíduos

O que são resíduos?

Resíduos ou lixo, são todos os materiais, inúteis provenientes da actividade humana e animal, normalmente sólidos.

Os resíduos são uma questão de enorme importância nas sociedades modernas, devido ao seu grande impacto de natureza económica e ambiental.


Consoante as suas características e origens, existem vários tipos de resíduos. Quanto à sua origem (tipo de actividades que os produz), os resíduos poderão ser agrupados nas seguintes categorias principais:
Resíduos urbanos
Resíduos hospitalares
Resíduos industriais
Resíduos nucleares
==> Resíduos urbanos. São resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes,
em razão da sua natureza ou composição, nomeadamente os provenientes do sector de serviços ou de estabelecimentos comerciais ou industriais e de unidades prestadoras de cuidados de saúde, desde que, em qualquer dos casos, a produção diária não exceda 1100 litros por produtor.

==> Resíduos hospitalares. São os resíduos produzidos em unidades de prestação
de cuidados de saúde, incluindo as actividades médicas de diagnóstico, prevenção e tratamento da doença, em seres humanos ou em animais, e ainda as actividades de investigação relacionadas.

==> Resíduos industriais. São os resíduos gerados em actividades industriais, bem como os que resultem das actividades de produção e distribuição de electricidade,
gás e água.
==>Resíduos nucleares: são compostos por produtos altamente radioactivos, como restos de combustível nuclear, produtos hospitalares que estiveram em contacto com radioactividade (aventais, papéis, etc.), qualquer material que esteve á exposição prolongada à radioactividade e que possui algum grau de radioactividade. Devido ao fato de que tais materiais continuarem a emitir radioactividade por longos períodos de tempo, eles precisam ser totalmente confinados e isolados.
Quanto às suas características físicas e químicas, os resíduos podem ser agrupados nas seguintes categorias principais:
Resíduos perigosos
Resíduos não perigosos
Resíduos inertes
Resíduos biodegradáveis
Resíduos líquidos

> Resíduos Perigosos. São todos aqueles que apresentam um perigo imediato ou temporário, á vida humana, vegetal ou animal, como por exemplo, o lixo proveniente dos hospitais e das instalações biológicas.
> Resíduos não perigosos. São todos aqueles que não são abrangidos pela definição de resíduos perigosos.

> Resíduos inertes. São considerados inertes os resíduos que não sofrem transformações físicas, químicas ou biológicas importantes e, em consequência, não podem ser solúveis nem inflamáveis, nem ter qualquer outro tipo de reacção física ou química, nem afectar negativamente outras substâncias com as quais entrem em contacto de forma susceptível de aumentar a poluição do ambiente ou prejudicar a saúde humana.




=
=> Resíduos biodegradáveis. São considerados biodegradáveis os resíduos que podem ser sujeitos a decomposição, como, por exemplo, os resíduos alimentares e
de jardim, o papel e o cartão.


==> Resíduos líquidos. São considerados nesta categoria os resíduos líquidos ou em forma líquida, incluindo os resíduos aquosos constantes da lista de resíduos da União Europeia, excluindo as lamas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lulas.

Anatomia da lula

Anatomia da lula

As lulas são, na verdade, moluscos, embora tenham uma aparência um tanto diferente de seus parentes, os gastrópodes (lesmas), e os bivalves(mariscos). Ao contrário de outros moluscos, que possuem uma casca externa dura, a lula possui um corpo externo macio e uma casca interna. As lulas fazem parte da classe Cefalópodes (o que significa "pés na cabeça"), um grupo que também inclui o polvo, o choco e o náutilo. Os cefalópodes são divididos ainda em octópodes, com oito tentáculos (polvo) edecápodes, com dez tentáculos (choco e lula).
A lula possui vários tamanhos e aparências. Podem variar de 2,5 centímetros a mais de 20 metros de comprimento. A maioria das lulas tem um corpo alongado, em forma de tubo, com uma pequena cabeça. Possuem 10 tentáculos (dois deles são mais longos para agarrar a presa), alinhados com as fileiras de ventosas. Algumas variedades possuem ganchos semelhantes a garras no lugar das ventosas ou junto com elas. No centro dos tentáculos existe uma boca com um bico semelhante ao de um papagaio que envolve uma língua óssea afiada (chamada rádula). Os olhos das lulas são grandes e ficam nas laterais de sua cabeça.

Conchas e Pérolas.

Como se formam as conchas?

Elas são basicamente carapaças protetoras dos moluscos marinhos, animais de corpo mole. Quando eles nascem, forma-se a seu redor uma concha provisória, chamada protoconcha. Quando o molusco cresce e atinge a idade jovem, começa a se constituir a concha definitiva, substituindo a primeira.

É o chamado manto - tecido parecido com a pele, envolvendo as partes vitais do animal - que secreta as substâncias formadoras das quatro camadas da concha. O principal componente é o carbonato de cálcio, extraído da água do oceano. Há também elementos orgânicos, como proteínas, produzidos pelo próprio animal. "À medida que o molusco cresce, o manto elimina mais carbonato e proteínas, e a concha também aumenta de tamanho", diz a oceanógrafa Ceci Pereira Moreira de Souza, da Universidade de São Paulo. Além das conchas formadas por duas partes (conhecidas como sistema bivalve), existem também as estruturas em forma de cone produzidas pelos moluscos da classe conhecida como gastrópodes.


Existem dois tipos de concha marinha: a bivalve (acima) e a cônica (abaixo)

Fonte: super.abril.uol.com.br

Como se formam as pérolas?

As pérolas são produzidas através de um processo natural. Podem ser encontradas dentro de um molusco que dá pelo nome de ostra. Na verdade é um simples processo de protecção destes animais, ou seja, a forma de se proteger de corpos estranhos que entrem nestes moluscos, para que estes não ponham em risco a sua integridade.
As ostras não são os únicos moluscos que produzem pérolas. É um mecanismo que é utilizado por quase qualquer bivalve. No entanto, apenas as ostras produzem pérolas com o brilho atractivo que faz delas uma peça de joalharia, além de que a maioria das pérolas produzidas por outros moluscos não têm a durabilidade das pérolas produzidas pelas ostras.
As pérolas utilizadas na joalharia são produzidas por duas espécies de ostras diferentes. Ostras de água salgada e ostras de água doce. Não pertencem à mesma família mas têm uma característica em comum. O seu interior é revestido por uma substância chamada nácar, ou como também é vulgarmente conhecido, madrepérola. É este material que constitui a maior parte da pérola. A título de curiosidade, as ostras comestíveis não produzem pérolas.
Como já foi mencionado antes, a ostra é um bivalve, ou seja o organismo encontra-se protegido por duas conchas, chamadas valvas, que são mantidas unidas por um ligamento. As valvas normalmente estão ligeiramente afastadas no ponto oposto ao do ligamento para permitir a entrada de alimentos na cavidade formada pelas valvas.
A ostra possui no seu interior um manto que cobre as valvas. Este manto é chamado nácar (ou madrepérola). À medida que a ostra aumenta de tamanho, também este manto acompanha o crescimento da ostra. Assim, este material tem de estar constantemente a ser produzido pela ostra, sendo criado a partir dos minerais contidos nos alimentos da ostra. Se uma substância estranha entrar dentro da ostra e se instalar entre a concha e o manto de nácar, isto irá criar uma irritação do manto. Como forma de protecção desta irritação, a ostra começa a cobrir este objecto estranho com nácar. Com o passar do tempo são sendo depositadas camadas sucessivas de nácar, o que acaba por ocasionar a formação de uma pérola
As pérolas são produzidas através de um processo natural. Podem ser encontradas dentro de um molusco que dá pelo nome de ostra. Na verdade é um simples processo de protecção destes animais, ou seja, a forma de se proteger de corpos estranhos que entrem nestes moluscos, para que estes não ponham em risco a sua integridade.

As ostras não são os únicos moluscos que produzem pérolas. É um mecanismo que é utilizado por quase qualquer bivalve. No entanto, apenas as ostras produzem pérolas com o brilho atractivo que faz delas uma peça de joalharia, além de que a maioria das pérolas produzidas por outros moluscos não têm a durabilidade das pérolas produzidas pelas ostras.
As pérolas utilizadas na joalharia são produzidas por duas espécies de ostras diferentes. Ostras de água salgada e ostras de água doce. Não pertencem à mesma família mas têm uma característica em comum. O seu interior é revestido por uma substância chamada nácar, ou como também é vulgarmente conhecido, madrepérola. É este material que constitui a maior parte da pérola. A título de curiosidade, as ostras comestíveis não produzem pérolas.
Como já foi mencionado antes, a ostra é um bivalve, ou seja o organismo encontra-se protegido por duas conchas, chamadas valvas, que são mantidas unidas por um ligamento. As valvas normalmente estão ligeiramente afastadas no ponto oposto ao do ligamento para permitir a entrada de alimentos na cavidade formada pelas valvas.
A ostra possui no seu interior um manto que cobre as valvas. Este manto é chamado nácar (ou madrepérola). À medida que a ostra aumenta de tamanho, também este manto acompanha o crescimento da ostra. Assim, este material tem de estar constantemente a ser produzido pela ostra, sendo criado a partir dos minerais contidos nos alimentos da ostra. Se uma substância estranha entrar dentro da ostra e se instalar entre a concha e o manto de nácar, isto irá criar uma irritação do manto. Como forma de protecção desta irritação, a ostra começa a cobrir este objecto estranho com nácar. Com o passar do tempo são sendo depositadas camadas sucessivas de nácar, o que acaba por ocasionar a formação de uma pérola.